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Blefaroplastia 1

A blefaroplastia em Lisboa é realizada pelo Dr. Eduardo Matos, cirurgião plástico com décadas de experiência em cirurgia estética. A cirurgia das pálpebras em Lisboa, na clínica do Dr. Eduardo Matos, proporciona um rejuvenescimento natural do olhar com recuperação rápida.

Blefaroplastia

Blefaroplastia

O que é a blefaroplastia

As pálpebras são das primeiras zonas do rosto a mostrar a passagem do tempo. A pele fina que as reveste perde elasticidade mais cedo do que a do resto da face, e a gordura que protege o globo ocular vai-se deslocando. O resultado é um olhar que transmite cansaço mesmo quando a pessoa está descansada.

A blefaroplastia é a cirurgia que corrige isso. Remove o excesso de pele, reposiciona ou retira gordura, e devolve ao olhar a definição que tinha. Pode ter finalidade estética, funcional, ou as duas em simultâneo.

Pálpebra superior

O excesso de pele acumula-se e chega a formar uma prega que assenta sobre as pestanas. Quando esse excesso é grande, deixa de ser uma questão estética: passa a limitar o campo visual superior, sobretudo na visão periférica. Nesses casos, a cirurgia é funcional.

Pálpebra inferior

O que predomina são as bolsas — gordura que se projeta para a frente — e, com frequência, a flacidez da pele. Ao contrário do que muita gente pensa, retirar simplesmente essa gordura nem sempre é o melhor caminho: em muitos casos o resultado mais natural obtém-se reposicionando-a para preencher o sulco que se forma entre a pálpebra e a bochecha.

Em muitos casos, na pálpebra inferior nem sequer é preciso deixar cicatriz: a via transconjuntival — feita através da conjuntiva, pelo interior da pálpebra — permite tratar a gordura sem qualquer incisão externa. Quando é necessário abordar também a pele, a cicatriz fica impercetível na pálpebra inferior.

A escolha da técnica depende de uma análise cuidada das necessidades de cada doente. Procuro reposicionar a gordura sempre que isso beneficie o resultado, em vez de a remover simplesmente, e suspender a pálpebra com uma cantopexia quando as pálpebras estão mais flácidas e descaídas.

Quem é bom candidato

A blefaroplastia costuma estar indicada quando existe:

  • Excesso de pele na pálpebra superior, com ou sem limitação do campo visual
  • Bolsas de gordura na pálpebra inferior que não melhoram com descanso ou hidratação
  • Olhar persistentemente cansado, apesar de sono e saúde adequados
  • Assimetria entre os dois olhos
  • Pele fina e enrugada na região palpebral

Há condições que exigem avaliação prévia mais cuidada e que podem alterar o plano cirúrgico: síndrome do olho seco, alterações da tiroide, glaucoma, diabetes mal controlada, hipertensão não estabilizada e distúrbios de coagulação.

Um ponto que vale a pena esclarecer em consulta: nem todas as queixas da região dos olhos se resolvem com blefaroplastia. Quando a sobrancelha está descida, o excesso de pele na pálpebra superior é consequência e não causa — e nesse caso o procedimento indicado é o lifting de sobrancelhas, isolado ou combinado. Quando o problema são as olheiras pigmentadas ou o sulco lacrimal, a resposta pode passar por preenchimento em vez de cirurgia.

A técnica cirúrgica

Na pálpebra superior, a incisão é feita na prega natural da pálpebra. Uma vez cicatrizada, fica escondida quando o olho está aberto. Remove-se o excesso de pele e, quando necessário, uma pequena porção de músculo e de gordura.

Na pálpebra inferior, há dois caminhos. A via transconjuntival, feita pelo interior da pálpebra, não deixa qualquer cicatriz visível e é a escolha quando o problema é apenas gordura, sem excesso de pele. A via subciliar, imediatamente abaixo das pestanas, permite tratar também a pele e o músculo, e a cicatriz fica praticamente impercetível.

Procedimentos associados

Em muitos casos gosto de associar a blefaroplastia à lipoenxertia. Retirar o excesso resolve metade do problema; a outra metade é o volume que se perdeu com os anos. Devolver esse volume recupera a estrutura da face e, porque a gordura enxertada também melhora a qualidade da pele, o resultado é mais harmonioso do que o que se obtém tratando apenas as pálpebras.

Alguns casos beneficiam ainda de peeling, igualmente para melhorar a qualidade da pele — sobretudo quando existem rugas finas na região palpebral, que a cirurgia por si só não corrige.

Recuperação, passo a passo

Primeiras 48 horas. Edema e alguma equimose são a norma, não a exceção. Aplicação de frio de forma regular e cabeceira elevada durante o sono reduzem bastante os dois. Desconforto ligeiro, controlado com analgesia simples.

Dias 3 a 7. O inchaço começa a ceder. Os pontos são removidos entre o quinto e o sétimo dia. A maioria das pessoas já se sente confortável em casa e a fazer vida normal dentro de portas.

Semana 2. A equimose esbate-se e, com maquilhagem, torna-se disfarçável. É a altura em que a maior parte dos doentes regressa ao trabalho.

Semanas 3 a 6. Retoma progressiva do exercício físico, a partir da terceira semana. As cicatrizes ainda estão rosadas.

Meses 3 a 6. As cicatrizes clareiam e o resultado estabiliza. É neste ponto que se avalia o resultado final.

Nas primeiras duas a três semanas convém evitar esforço físico intenso, exposição solar direta sem proteção, lentes de contacto e tabaco, que atrasa de forma significativa a cicatrização.

Riscos e complicações

Nenhuma cirurgia é isenta de risco, e uma página que diga o contrário não merece confiança.

As situações mais frequentes são temporárias: edema e equimoses, secura ocular durante algumas semanas, sensibilidade à luz, visão turva nos primeiros dias e assimetria transitória enquanto o inchaço não resolve por completo.

Menos frequentes, mas possíveis: infeção, cicatrizes hipertróficas, ectrópio — a pálpebra inferior a afastar-se do globo ocular, geralmente por remoção excessiva de pele —, alteração da sensibilidade e necessidade de retoque.

A escolha do cirurgião pesa aqui mais do que em quase todo o resto. A margem de erro na pálpebra é de milímetros: retirar pele a mais tem consequências difíceis de corrigir, e retirar a menos deixa o problema por resolver.

Blefaroplastia e cirurgia das pálpebras em Lisboa
Anestesia

Pode ser realizada sob anestesia local na maioria dos casos; quando a cirurgia envolve as pálpebras inferiores e em situações mais complexas pode ser necessário recorrer à anestesia local associada a sedação ou anestesia geral.

Internamento

Quando isolada é habitualmente realizada em regime ambulatório podendo ir para casa após a cirurgia.

Efeitos secundários

É frequente haver ligeira sensação de desconforto com lacrimejar, inchaço e equimose nos dias após a cirurgia. É Aconselhável algum descanso durante 2-3 dias.

Quanto custa uma blefaroplastia em Portugal

O preço depende sobretudo de se tratar apenas das pálpebras superiores, apenas das inferiores ou de ambas, do tipo de anestesia e do local onde a cirurgia é realizada.

Blefaroplastia superior 1 000 € a 2 500 €
Blefaroplastia inferior 1 800 € a 4 000 €
Superior e inferior 3 400 € a 5 500 €

A amplitude de cada intervalo reflete a complexidade do caso. Uma pálpebra superior com excesso cutâneo ligeiro não exige o mesmo tempo cirúrgico nem os mesmos recursos que um caso com componente funcional, reposicionamento de gordura ou cantopexia associada.

O que está incluído. O valor apresentado cobre a consulta, o bloco operatório, a anestesia, o recobro, o internamento quando aplicável e as restantes equipas envolvidas. Não é um orçamento parcial ao qual se somam custos no final.

Comparticipação. Depende de dois fatores: de a cirurgia ter indicação funcional — nomeadamente quando o excesso de pele limita o campo visual — e da apólice de cada doente. É uma decisão posterior à cirurgia e da responsabilidade exclusiva do subsistema de saúde ou da seguradora, pelo que não pode ser garantida antecipadamente.

Para uma análise mais detalhada dos fatores que fazem variar o preço, veja o guia completo sobre o preço da blefaroplastia em Portugal.

Perguntas frequentes

Quanto custa uma blefaroplastia?

A blefaroplastia superior situa-se entre 1 000 € e 2 500 €, a inferior entre 1 800 € e 4 000 €, e a intervenção nas quatro pálpebras entre 3 400 € e 5 500 €. O valor inclui consulta, bloco operatório, anestesia, recobro, internamento quando aplicável e as restantes equipas. A amplitude reflete a complexidade de cada caso.

A blefaroplastia é dolorosa?

Não. A cirurgia é feita sob anestesia e o pós-operatório caracteriza-se mais por desconforto e sensação de tensão do que por dor. A analgesia simples costuma ser suficiente.

Quanto tempo duram os resultados?

Na pálpebra superior, os resultados são duradouros e muitos doentes nunca precisam de repetir. Na inferior, a estabilidade é ainda maior. O envelhecimento continua, mas parte de um ponto mais favorável.

Fica cicatriz visível?

Na pálpebra superior a cicatriz fica na prega natural e é impercetível com o olho aberto. Na inferior, quando se usa a via transconjuntival não há cicatriz externa; na via subciliar fica abaixo das pestanas e torna-se muito discreta.

Posso combinar com outros procedimentos?

Sim, e é frequente. A associação mais comum é com lipoenxertia, para repor o volume perdido e melhorar a qualidade da pele, e em alguns casos com peeling. A blefaroplastia combina-se também com lifting de sobrancelhas e com lifting facial, numa só anestesia e numa só recuperação.

Quando posso voltar a trabalhar?

A maioria regressa por volta da segunda semana, quando a equimose já se disfarça com maquilhagem. O prazo varia consoante o trabalho e a exposição pública que ele implica.

A blefaroplastia melhora as olheiras?

Nem sempre. Se as olheiras resultam de bolsas de gordura que projetam sombra, sim. Se são pigmentação ou perda de volume, o tratamento indicado é outro.

A cirurgia altera o formato do olho?

Não é esse o objetivo. Uma blefaroplastia bem executada devolve o olhar que a pessoa tinha, não cria um olhar diferente.

Estas informações são generalistas e poderão não ser exactamente iguais no seu caso. Deverá seguir as indicações que lhe sejam fornecidas na consulta e em caso de ter alguma dúvida poderá sempre contar connosco.

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